Efeito Sanfona

Atualizado: 23 de Dez de 2020

Amigas e amigos, tudo bem com vocês?


Hoje eu gostaria de dividir com vocês uma questão mais psicológica, que tem muita ligação

comigo…


Eu tenho passado por um processo de reeducação alimentar. Eu sempre fui alguém que teve mais facilidade (não perfeição, pq isso “non ecziste”) com a disciplina financeira - o famoso mão de vaca. Por outro lado, tive e tenho problemas quando o assunto é comida. Pois é - parece chato admitir isso em praça pública, mas é importante. Reconhecer é o primeiro passo para melhorar!!


Já notaram como o ser humano é complexo? Engraçado como podemos reagir de maneira tão diferente a coisas que são muito parecidas (e o crédito é pra esposa que me chamou a atenção para este fato) - lidar com dinheiro, rotina alimentar, exercícios, uso do tempo... tudo que envolve comportamento, cabeça, hábito tem dessas coisas.


Voltando à comida - e sim, fica comigo que vou chegar no dinheiro - já tentei bastante coisa para me ajudar a me livrar disso. De dieta milagrosa, restrições pesadas, pegar pesado demais no esporte… mas a cabeça sempre a mesma. Ou seja, eu nunca tentava pensar no que tava lá dentro que me fazia sempre voltar pros comportamentos passados, engordar de novo. E dá-lhe (efeito) sanfona!















Sanfona / Acordeon

Fonte: Google

A nutricionista que tem me ajudado com este processo (muito bem, por sinal) me fez uma provocação interessante: “o que você escolhe comer é a demonstração prática das suas prioridades na vida. Sua alimentação está alinhada com suas prioridades?”.


E eu imediatamente pensei - o mesmo raciocínio se aplica a dinheiro. Em outras palavras:

“O uso da sua grana reflete na prática onde estão suas prioridades”.

Sabem o que eu senti quando eu ouvi isso? Doeu. Bastante. Foi como um coice na cara dizendo: “sua alimentação está desalinhada com o que vc quer pra sua vida”. Se você não se cuidar, as coisas que são mais importantes para você podem ir embora porque você vai embora. E, por mais que doesse, é verdade! Foi como se alguém jogasse um holofote na situação e eu ficasse cego pela luz.


Depois da dor, a pergunta: quais opções eu tenho? Só duas - a resiliência ou a desistência . Continuar tentando e melhorar, ou desistir e largar mão. Escolhi a primeira… e aqui estamos tentando. Ao fazer essa escolha, tomar as decisões de todo dia em relação ao que comer ou não, ao fazer exercícios ou não, ficaram mais fáceis. Lutar contra os hábitos prejudiciais a mim mesmo tem sido mais fácil.


Para você que está com problemas de dinheiro, que está no cheque especial da conta bancária como eu estou no cheque especial do colesterol, calma e resiliência é o que eu indico. Reconheça sua situação problemática e procure formas de resolvê-la, com pequenas mudanças ao longo do tempo. Esse raciocínio vale para tudo que é escasso na nossa vida: alimentação, uso do tempo, uso do dinheiro - ou seja, coisas que estão em tudo que fazemos dia sim, dia também.


Se não conseguir sozinh@, procure alguém (um profissional ou alguma pessoa próxima) que te ajude a manter o foco nas suas respostas para a seguinte pergunta:


“Seu tempo, sua grana, sua alimentação estão todos alinhados às suas prioridades?”


Contem para gente o que sentiram ao ler - vamos adorar saber.


Curtam e compartilhem com duas pessoas que precisam mudar seus hábitos!


Um abraço!

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