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É sempre bom perguntar se quem te ensina está pensando em você (ou não)

Querido e querida Viajante,


Uma das coisas que mais me preocupo por aqui é com a ausência de conflito de interesses entre mim e você. Se você vem aqui só pelo conteúdo gratuito, quero que você tenha certeza que está recebendo conteúdo de qualidade e sem viés; se vem aqui com interesse que eu caminhe ao seu lado na sua jornada financeira, que tenha total segurança que estou cuidando do seu interesse ao cuidar do meu. Só que, infelizmente, não é isso que acontece com todo o grupo de influencers financeiros, especialmente aqueles e aquelas que recomendam investimentos.


Em muitos destes casos, estas pessoas que te ensinarão a investir contam com patrocínios polpudos de bancos e corretoras. Muitas vezes são assessores de investimentos e não deixam isso tão claro (isso quando deixam claro). Pior - tem muita publicidade sendo feita sem a identificação como tal. E por que isso é um problema?


Simples: segundo a B3, 73% das pessoas que realizaram o primeiro investimento o fizeram com base em informações veiculadas no YouTube, Instagram ou em outras redes sociais (!). Quando tanta gente toma decisões de investimento com base nestes critérios, a transparência (inclusive em relação a relações comerciais entre influencers e bancos/corretoras/seguradoras) passa a ter ainda maior importância.


Tanto é assim que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), agência reguladora do mercado de investimentos brasileiro, ao se deparar com esta situação, publicou em abril de 2023 um estudo sobre se os riscos resultantes da atuação dos influencers é relevante, se vale a pena regular sua atuação e, se sim, onde centralizar esforços para melhor proteger você, viajante no mundo das finanças pessoais.


A conclusão é simples: a pessoa física consumidora deste tipo de conteúdo se beneficiaria muito de uma maior clareza; os custos para se observar este tipo de regra são mínimos. Quem se prejudica (e normalmente quem reclama desse tipo de regra)? Quem quer te enganar, simples assim. É difícil achar algum argumento a favor de esconder informação.


Veja - não sou contra a publicidade. Até a apoio. Inclusive não tenho problema algum se você quiser tomar uma decisão qualquer com base nisso. Entretanto, isso deve ser claro - que você saiba sem nenhuma dúvida que está sendo exposto / exposta a uma peça de publicidade e não uma opinião sem viés. O que não aceito é pensar que está recebendo um e na realidade é outro.


Também não sou contra influencers receberem para fazer publicidade para seguidores e seguidoras - é uma ótima fonte de renda para estas pessoas, que têm todo direito de se expressar. Só acho justo que, ao fazerem isso, que deixem isso transparente, porque isso gera um conflito de interesse potencial (ou seja, pode ser que com isso a pessoa privilegie seus interesses ou os interesses de quem a paga, ao invés do interesse de seus seguidores e seguidoras).


A CVM nota também que, do lado dela, é mais fácil impor obrigações e supervisionar cumprimento se a obrigação de transparência for imposta aos bancos, corretoras, seguradoras e outras empresas que contratam influencers para fazer propaganda. Desse jeito, na prática as próprias instituições financeiras ajudam a fiscalizar - se influenciadores não seguirem, quem vai se lascar é quem contratou. Boa jogada do regulador!


Viajante, você sempre verá aqui essa preocupação com transparência. Se eu usar um link de afiliado, você vai saber. Se algum dia alguém me pagar pra fazer “publi”, vai saber também. Mesmo se não virar obrigação - isso é minha obrigação moral contigo. Sugiro a você que sempre se pergunte: a pessoa de quem eu consumo conteúdo defende os interesses de quem? Dela ou meus? Nem preciso dizer o que eu acho que é melhor…


Quer minha ajuda pessoal nesta caminhada? Entre em https://www.mapafinanceiro.com/consultoria e conheça as opções de consultoria financeira pessoal que oferecemos aqui no Mapa!


Um abraço!

Seu Guia Financeiro


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